quarta-feira, 21 de maio de 2014

going under..

sinto pontadas nos olhos, picadas agoniantes na cabeça... o estômago torce e retorce. o sentimento de vazio alastra-se. sinto uma pressão incomum no corpo, sinto-me à beira de uma implosão suicida... quero...
não, não posso, levanta a cabeça... e limpa essas lágrimas que ainda ficas mais feia com elas na cara! pára de te fechar... pára de procurar distracções, foca-te no rumo que deves tomar! deixa de ser burra!
talvez seja mais forte do que me sinto... mas dói demais e sinto que já não suporto mais um diga assim... quero paz interior... talvez precise de atenção... gostava de sentir que alguém se preocupa e nota que, por detrás do sorriso há mágoa enterrada, ainda por enterrar... sinto-me sem forças para continuar semi de pé... não sei como parar de repudiar o corpo que tenho... não sei como não explodir ao ouvir mais uma discussão...
perguntas se sou bipolar mas não questionas as razões das minhas palavras... não questionas o que me leva a  reagir de determinado modo... custa-me admitir que algumas das tuas acções me levam a afastar-me... a querer quebrar alguns contactos... mas procuro-te, ainda assim... no fundo, apesar de tudo, continuas a ser a pessoa que amo... quem procuro para me sentir melhor... mas tu não vês as lágrimas que travo nos olhos, impedindo-as de revelar as minhas fraquezas... pareces não ver o que sinto nem quando o descrevo... já sei que não lidas bem com isso mas não preciso das tuas tentativas aleatórias de me fazer rir... preciso de um abraço, de um apoio... sinto-me só... incapaz... sinto-me longe de mim e do mundo... longe do que sou e não só daqui... longe das palavras por mais que as escreva... longe de sentimentos.... é um misto de apatia com melancolia... um misto de insegurança e fraqueza... um misto de algo que não sei definir... estou demasiado "misturada"...

segunda-feira, 5 de maio de 2014

"eu não sou alguém estranho..."

foi das melhores coisas que me disseste até hoje sabes? dizeres-me que simplesmente não tinha de me sentir mal comigo ou vergonha de mim e do meu corpo... dizeres-me que o importante era que eu me sentisse confortável do modo como disseste.. dares importância ao que sentia relativamente a mim mesma e dares-me a conhecer os complexos que tu próprio tiveste... é verdade que sabia que em tempos não te sentiste bem contigo mas nunca pensei que fosses ter vergonha de estar "em público" do modo como disseste ter... acredita que, quando me contaste isso, senti-me melhor e não foi só por saber que também tu tinhas esses complexos mas sim por me mostrares as tuas fragilidades... por te abrires comigo... por me mostrares também que era comigo que te sentias bem e não com outra pessoa... por me dizeres que a uma determinada altura decidiste esquecer e ignorar o que podiam pensar ou dizer de ti e sentir-te bem contigo mesmo e dizeres-me que devia também eu fazer isso mesmo... mostraste-me que me entendias ao mesmo tempo que me amas como sou... não te sei explicar... sei dizer-te que são pequenas (Grandes) coisas como essas que me fazem sentir bem contigo, olhar para mim e repudiar-me menos... são esses pormenores que me fazem sentir que é nos teus braços o meu lugar... porque antes do corpo, me fizeste sentir segura ao despir a alma sem receios...
"amo-totó!"

sábado, 3 de maio de 2014

simplesmente, não voltes

vens, vais e, tudo o que deixas, é devastação, caos, mau estar...
quando é que desapareces de vez das nossas vidas ou começas a fazer o que deves?
tornaste esta semana agoniante, lixo. só vieste piorar...
se para o intermédio já estava insegura, ainda me levaste a ficar num pior estado e sem poder estar em condições... se para a peça eu estava confiante, o drama, nem sei bem porquê mas tudo isto afectou-me... e só sei que sinto que perdi a oportunidade que tive de actuar num palco que tantos artistas pisaram e que eu tive o prazer de ver.. aquilo que era para mim um sonho foi, isso mesmo mas não deixei de sentir que não estive à altura de mim mesma.. este devia ter sido o momento que compensava a semana de lágrimas e apertos no estômago. Devia retirar-me ou amenizar o nó na garganta...
e, como se tudo ainda não chegasse, nem me permitiste descanso decente... pergunto-te, agora, como queres que te chame pai?! não mereces nada do que tens.