Corrói, destrói, mata.. tudo o que encontra... uma dor exaustiva cuja própria existência é destroidora. Perdi as forças... todas elas.. sou um.nada, sou o vazio... as lágrimas atropelam-se e a cabeça dói de tanto as tentar impedir... esta não sou eu, não quem quero ser... mas quem sou eu senão uma imitação reles e mal sucedida do que desejo...?! quem sou eu senão ima fraca, uma desistente...?! A agonia persiste, porque tinha de ser ela a persistência em mim?! Cansei de tudo... cansei de sofrer... ja desejei demasiadas vezes desaparecer, ja desejei demasiadas vezes acordar deste pesadelo, viver a vida de outro alguém que nao a minha... e o que sou eu?! Carne e osso, e nada mais... de que serve estar vivo com uma alma quase morta?! De que serve ser eu quando nao é este o eu que quero ser?! De que serve abrir os olhos se tudo o qur vejo é escuridão... de que serve levantar de mal o faço caio de novo?! De que serve afinal permanecer neste mundo?!
domingo, 27 de julho de 2014
quinta-feira, 24 de julho de 2014
despedida
Num abraço instintivo os nossos olhares encontraram-se, os nossos lábios tocaram-se e entre beijos saudosos rendemo-nos ao nosso amor. Despiste-me e libertaste-me das inseguranças, dos medos... "O que me importa és tu" disseste. E talvez no fundo eu já o soubesse mas precisava de o ouvir de novo, como se nunca tivesse sentido que me desejas a teu lado. Sou assim... de medos inseguros e perguntas cujas respostas muitas vezes já conheço... podes apontar como um grande defeito meu mas já de imensos defeitos sou eu feita... admiro-te por conseguires fazer sentir curado um coração já tão cravado de cicatrizes e leve uma mente assombrada por tantos monstros... admiro-te por me amares e desejares como sou. Admiro o teu sorriso face a todos os problemas... sou talvez a pessoa mais afortunada no mundo por te ter na minha vida. Conseguiste. Destruiste todas as barreiras que se criaram desde a nossa última Lua juntos e eliminaste toda a distância que nos separava. Encontrei-me nos teus braços, encontrei-me no meu lugar e acredito que aquele foi o jeito de melhor nos despedirmos do quarto que durante meses foi testemunha do nosso amor.
Tinha saudades tuas e ainda sinto a tua falta...
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Talking to the moon
Lua Cheia. 13 de Junho. Sexta feira 13. Dia de Sorte.
Um novo ciclo se completa. Lua Cheia. 12 de Julho. Sábado. Mais um dia...
Sei que te quero como há um ciclo lunar atrás.. Meigo, atencioso, dedicado... Disseste que estar deitado naquele colchão no chão enquanto víamos abraçados a Lua juntos te fazia sentir simplesmente que tudo estava bem, feliz... disseste que não havia outro lugar onde quisesses estar e que, por aquele instante, só querias ficar assim, deitado a meu lado, sem pensar em mais nada... A Lua foi testemunha do nosso amor, das nossas palavras, iluminou os nossos olhares um sobre o outro... Aquele luar uniu-nos mais, fortaleceu-nos, assim como tudo o que se atravessa no nosso caminho... lembro-me da tua preocupação naquela noite em todas as vezes que acordaste a meio da madrugada com as minhas más disposiçoes... mas mais um ciclo passou e com ele voltou a distância... a frieza... um sentimento de vazio... e agora só quero a nossa Lua. O nosso luar. O colchão no chão e a brisa da janela aberta. As nossas mãos entrelaçadas, os nossos corpos abraçados... só quero sentir que está tudo bem porque vejo a Lua e sinto o teu cheiro enquanto brinco com o teu cabelo... mas a Lua Cheia já passou de novo e vai decrescer até à Lua Nova até consequentemente crescer e chegar de novo a Lua Cheia... mas, quando ela chegar, estaremos nós neste ponto? Estaremos nós de volta ao que somos? Estaremos nós de dedos unidos e olhares cruzados à luz de um novo luar? Não vale a pena lutar?
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