segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Este blog precisa de lavar a cara!

Isto de ser meia "bipolar" é lixado. Em tudo. Mudanças de humor repentinas à parte, se há dias que quero avançar com uma revolução neste blog há outros em que fico sem vontade de cá pôr os pés ou sem sequer saber o que escrever... - e vamos ser sinceros, com um blog com este nome, uma pessoa quase só espera aqui coisas depressivas e tristes né?
(Provavelmente porque, quando lhe dei o nome, era um bocadinho esse o objectivo... ser a minha alma cheia de borrões e sombras daquelas que não dá para lavar.)
Por um lado é bom a falta de vontade de vir cá porque, se eu escrevesse nesses dias, este "Sombras no Olhar" tinha mais ar de panda de tão carregado que estava de maus pensamentos. É nesses momentos que me serve bem o blog privado... mas até esse tem um nome mais leve - "Depois do Luar" é mais decente né?

Conclusão, este blog precisa de lavar a cara... mas de esfregão mesmo! Se por um lado é o nome (que tanto me apetece mudar como manter), por outro é mesmo o design que já não me atrai tanto, ou o facto de não avançar com nenhuma das tantas ideias que já tive para torná-lo mais dinâmico...
Ou seja, acho que vou entrar em obras nisto e não me responsabilizo por acidentes que não há dinheiro para seguro. Também não me responsabilizo se isto ficar pior - porque com uma cabeça desarrumada como a minha, acho que mais "actividade bloglógica"é capaz de fazer mal a quem tentar encontrar algo de interessante aqui.

E pronto, é isto... tudo isto para dizer que vou tentar mudar um bocadinho o blog e estar mais por aqui. Eu falo mesmo imenso não?

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

sim, isto é tudo saudades

Aquele momento em que, como o Caleb está há quase duas semanas de férias no Algarve, eu decido ver no Instagram fotos da praia onde ele está...

Mas só me aparecem fotos de raparigas em vez de fotos da praia em si...


E eu lá continuo a ver à espera de fotos da praia... mas ainda aparecem mais fotos de raparigas... 
mais bonitas que eu e mais "avantajadas"...


Uma e mais outra...


E eu sei que ele me respeita e mesmo que até apreciasse outras raparigas, está feliz comigo mas tenho saudades dele...


E pareço uma idiota a ver fotos do sítio onde ele está como se isso me fizesse sentir mais perto dele...


Eu sei... sou mesmo dramática...


E tenho que parar com isto...



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

um colar.

Humanos... Nós e essa tendência de nos agarrarmos a objectos quando algo falta. De nos agarrarmos a coisas que nos tranquilizam porque vemos nelas um símbolo daquilo que falta. Humanos... Nós e essa mania que um objecto vai tapar um buraco no coração quando o que traz é um alivio momentâneo. Ou nem isso. Humanos... Nós e essa independência emocional que desaparece quando um olhar causa tremores por todo o corpo e um palpitar do coração. Nós e aquelas borboletas que trazem com elas sorrisos idiotas e suspiros sonhadores. Nós e essa complexidade amiúde nas coisas mais simples.
Ah, nós... humanos. Nós e essa peculiaridade sentimental tão comum mas que nos faz sentir especialmente únicos. A racionalidade da emoção quando nos falta aquela pessoa e a emoção irracional que nos assalta quando a vemos de novo. Sinto-me uma palerma a dizer isto mas quero bater-te à porta mesmo sabendo que estás a km de distância. Quero sentir que tentei ir ao teu encontro mesmo sabendo que te tenho afastado emocionalmente. Sim, admito. E admito para mim porque não creio que vás ler o que escrevo. Ou talvez admita porque sei que vais. Sou mesmo uma palerma.
Humanos... E é isso que faz de mim idiota; ser humana.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Um 31.

11 de Agosto. Uma data que todos os anos tem um leve sabor amargo. Há um ano atrás estava em Taizé e muitas luzes se acenderam lá para mim neste dia. Nem me lembrei da data, sinceramente, e acho irónico que o que escrevi no meu caderno ao longo do dia tenha tudo a ver com o que esta data simboliza. E ainda bem, é bom sinal não me ter lembrado. É mesmo sinal que aquele lugar me limpou a mente de tantos pensamentos que me fazem mal. Mas este ano já não. Como costume lembro bem a data e o que ela significa. Mas a vida continua, e isto... é o que é, não há como mudar uma história e factos. As melhores histórias têm um enredo e caminhos atribulados, voltas e reviravoltas, obstáculos uns atrás de outros, mas é isso mesmo que dá gosto à vitória. As pequenas batalhas vencidas... por muito que custem.
Obrigada Mãe.