segunda-feira, 7 de novembro de 2016

"mesmo à Misaki"

X: No início notava-se mesmo que eras tu a cantar. Aquela voz baixinha, mesmo à Misaki... Depois achei que era outra pessoa, ouviu-se alto e limpo e só à terceira é que percebi que realmente foste sempre tu a cantar.

Não sei se é bom, se é mau... Se é sinal que, mesmo fora da minha zona de conforto, quando me abstraio dos nervos consigo realmente fazer melhor ou se aquele cantar "mesmo à Misaki" (acerca da falta de projecção e volume das notas mais graves quando coloco a voz) mostra precisamente que há sonhos dos quais mais vale desistir... só porque sou afinada, sou porque os meus agudos são "bons", só porque no geral até consigo cantar bem, não quer dizer que isso seja algo que alguma vez eu vá poder seguir... e eu sei que nos ideais de meio mundo desistir dos sonhos é a última coisa a fazer mas, nada na minha vida é como eu desejava...

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

falta.

falta carinho. falta atenção. faltam gestos que não chegam e se ficam pela intenção. faltas tu e falto eu. faltamos nós um no outro. falta o tempo, falta o abraço. mas enquanto não faltar amor sei que estamos bem. mas depois falta a paciência e torno-me em alguém que não quero ser. e aí falta a essência do que sou contigo. falta o entendimento. e de tanto que falta um vazio fica. uma ferida em aberto que não sara. e a insegurança aumenta, as incertezas começam a perturbar... e eu não sinto o chão por baixo dos meus pés. nem sei o que sinto na realidade... porque metade de mim é apatia e a outra metade melancolia.