quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

2016, podes ir

Os anos passam por mim mas nem entusiasmo me trazem, nem diferença fazem. É só mais um: todos eles o foram e são. E já tentei que fosse diferente, mas volta sempre ao mesmo. Não há entusiasmo por esta quadra, nem há entusiasmo pelo começo de mais um ano, no geral. Quanto mais passa, menos quero que passe. Ou mais quero, para tudo isto acabar de vez.
Há cansaço, há vontade de desistir, há força que não sei se existe ou de onde vem. Quando desejei uma mudança, o Caleb tornou-se muito mais do que era na minha vida e isso foi a melhor coisa que aconteceu em 2015. Mas a verdade é que, não só no último ano mas nos últimos, não me consigo lembrar de motivos para estar ansiosa pelo futuro ou por um novo ano.
Por isso, este ano não vou fazer balanços. Se me passarem coisas boas para compensar as más... talvez.Não me apetece chegar ao final de um ano e fazer mais um post só para lembrar o quanto este não foi o meu ano.
Ou talvez o faça. Talvez uma réstia de esperança que 2017 seja melhor me faça fazê-lo. Só para olhar para trás e pensar que, no ano em que deixei de ser teen, encontrei muitos obstáculos e tirar algo de bom disso. Mas agora não... E, por agora, não... Porque no geral, 2016 foi o ano mais off que tive e nunca me senti tão no fundo.

P.S. O Blog sofreu algumas alterações, ainda que eu raramente aqui venha e publique não deixa de ser o meu pequeno refúgio e já há algum tempo que estava cansada de o ver igual.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

como deter-gente na copa

Desde que trabalho também em restauração já fiz um bocadinho de tudo. E tudo bem, porque fazer sempre o mesmo era chato.
Ontem decidiram mandar-me para a copa ao fecho, e tudo bem porque ficava no meu cantinho a lavar a loiça e já o fiz outras vezes. Mas, tudo bem, até perceber que tinha acabado o detergente e não tinha como lavar aquela loiça sem ser esfregá-la e tirar a maior sujidade com a pressão da água, e esperar que a máquina de lavar fizesse o resto.
Conclusão: acabei por levar mais 40 minutos, mesmo a despachar-me ao máximo, atrasar o chefe de turno e outro colaborador que queriam sair a horas, e lavar a loiça com a água a ferver com detergente que ficava na maquina de lavar para poder tirar aquela gordura toda.

Por isso, se hoje me mandam para a copa e me dizem que não há detergente outra vez, ao menos já sei como fazer milagres. Isso e rezar para não ficar outra vez presa com loiça empilhada à minha volta.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

da cor da esperança

não sei se é de mim ou do mundo... não sei se é do café ou da falta de descanso... não sei se é de hoje estar mais sensível ou se é de pensar que me esperam 12 horas de trabalho... sei que hoje no espaço de meia hora, três pessoas me tocaram no coração e duas só me pediram informações - tão simples quanto isso, informações - e isso deixou-me feliz. e a terceira... deixou-me quase de lágrimas nos olhos e coração nas mãos ao ver as dela. 
depois de ontem receber uma caneta verde que dizia "Vivei alegres." quando mais nenhuma tinha a mesma frase, isto só pode ser além a querer pôr-me a chorar baba...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

frustração



quando acho que não dá para me sentir mais frustrada, mais infeliz, mais incompleta, mais incapaz de seguir os sonhos que em tempos tive tão vivos... quando chega o ponto em que não dá mais. quando chega o ponto em que deixo de saber quem ou o que sou para além desta parte de mim. não se aproveita mais nada.