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terça-feira, 20 de junho de 2017

ar e falta dele

há sonhos. mil e um sonhos que tenho guardados em mim. não é novidade nenhuma que a música é o que me preenche mais o coração mas é também aquele que mais me deixa insegura, a sentir incapaz; tudo de bom e tudo de mau...
começar a dançar e já ver possibilidades futuras deixa-me cheia de energia e alegria, mesmo que eu seja uma amadora, faz-me feliz e sei que os nervos, se afectarem, eu vou contornar e esqueço o mundo e sou feliz.
ir para teatro na universidade vai ser o melhor passo na vida que até agora vou dar (ou tentar dar). não sei vou conseguir, não sei se vou entrar, não sei como me vou sair, mas vou dar o meu melhor. 
mas a música... a música é aquela que me faz feliz desde sempre. quando eu era pequena, destas três vertentes, era a que eu mais gostava sem dúvida. e continua a ser. continua a ter um poder enorme e devastador também. porque falta o ar. falha a projecção. porque se olhar para trás vejo como estou melhor mas não chega. e faz-me sofrer. e esta falta de ar permanente que piora com o stress só me faz desesperar mais porque noutras situações eu consigo esquecer e não deixar afectar. mas na música... na música por mais ou menos capaz que eu seja, tudo fica pior e eu só me quero meter num buraco.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

"mesmo à Misaki"

X: No início notava-se mesmo que eras tu a cantar. Aquela voz baixinha, mesmo à Misaki... Depois achei que era outra pessoa, ouviu-se alto e limpo e só à terceira é que percebi que realmente foste sempre tu a cantar.

Não sei se é bom, se é mau... Se é sinal que, mesmo fora da minha zona de conforto, quando me abstraio dos nervos consigo realmente fazer melhor ou se aquele cantar "mesmo à Misaki" (acerca da falta de projecção e volume das notas mais graves quando coloco a voz) mostra precisamente que há sonhos dos quais mais vale desistir... só porque sou afinada, sou porque os meus agudos são "bons", só porque no geral até consigo cantar bem, não quer dizer que isso seja algo que alguma vez eu vá poder seguir... e eu sei que nos ideais de meio mundo desistir dos sonhos é a última coisa a fazer mas, nada na minha vida é como eu desejava...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

2015: Um ano de mudanças!

Alguns minutos após a entrada em 2015, deitei-me numa rocha a olhar para as estrelas e desejei uma mudança na minha vida. Sinceramente? Não esperava nada que alguma coisa acontecesse. Mas aconteceu!
2015 foi o ano em que vi com outros olhos o que não vi em 2013: o Caleb e a nossa ligação é muito maior do que que eu pensava e nele tenho sim tudo o que preciso. Finalmente, vi isso, e custou imenso antes de o ver mas há males que vêm por bem e tê-lo como tenho agora na minha vida foi a melhor mudança do ano que passou.
2015 foi um ano que me fez crescer e amadurecer mais, tornou-me mais calma também, deu-me chapadas e fez-me abrir os olhos, fez-me chorar, gritar e querer bater nas paredes. Em 2015 magoei pessoas que amo, magoei-me a mim, errei, imenso, mas também sei que consegui colocar sorrisos nesses rostos.
Foi o ano em que reencontrei a minha avó no 90º aniversário dela 10 anos depois da última vez em que a vi, momento que vou guardar sempre na memória com imenso carinho!
2015 levou-me a Taizé com o Grupo que mais me marcou na vida e no qual acredito com todas as minhas forças. Em Taizé fiz perguntas, tive respostas e voltei com mais perguntas ainda e uma vontade gigante de não sair de lá. Aquela semana foi a melhor do ano que passou!
Neste ano que passou tive aulas à noite para acabar o 12º e iniciei um curso de massagem que precisa de toda a minha atenção mas a motivação faltou. Neste ano tive uma aula experimental de canto e prometi a mim mesma que ia tê-las um dia, e não vou desistir disso nem do sonho que é para mim a música!
Neste ano afastei-me de uns e aproximei-me de outros..
Passei os últimos anos a chorar muito, a sofrer demais, mas "há tempo para tudo" e quero que daqui para a frente consiga passar mais tempo a sorrir e a sentir-me bem comigo. Que eu encontre motivação, que eu consiga ganhar força para dar a volta por cima...

Que venha 2016!

Um óptimo ano para todos!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

eu, tu e uma guitarra

"You raise me up so I can stand on mountains, you raise me up to walk on stormy seas. I am strong when I am on your shoulders, you raise me up to more than I can be"

passei horas a ouvir estas palavras e a pensar em ti. a arranjar forças para me aguentar contigo no meu pensamento. passei horas a desejar ter-te comigo, a desejar um apoio, a desejar o teu abraço...
talvez eu exija demais, talvez eu precise demais, talvez eu tenha que ser ainda mais forte e saber continuar a sustentar o meu próprio peso mais o grande acréscimo... a verdade é que ter-te tão pouco me mata e corrói, me arranca pedacinhos lentamente do coração que nem aqueles Ferreros vão poder preencher quando eu estiver em baixo. não preciso que conheças a minha dor, não preciso que estejas todos os segundos lá para mim... 
preciso de ti comigo alguns minutos. tu e eu... tu e eu acompanhados pela guitarra, a tua voz a ecoar-me na alma... nós e a música, porque "mais que palavras" sempre foi a melhor forma de conversarmos e nos entendermos. porque nada no mundo me soa melhor que as nossas vozes combinadas a impossibilitar que os sorrisos se desenhem nos lábios.
"Oh darling, my heart's on fire for you..."
- isto é tudo o que preciso.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ele não desmaiou!

Depois de 45 minutos em stress porque o prof não chegava e acabar por saber que ele não sabia que eu lá estava à espera, tive cerca de 45 minutos de aula e estas foram as conclusões da aula de canto:
  • preciso de trabalhar a técnica (ele diz que não relaxo e que por isso não deixo o som todo sair);
  • preciso de aprender a controlar a respiração e usar o diafragma;
  • como o que mais gosto é canto lírico, vou ter que aprender a ler pautas (eu só sei ler mais ou menos);
  • sou afinada e tenho um timbre bonito.

Comparativamente com a academia onde eu queria entrar as aulas não são muito caras mas como estou a tirar o curso de massagem acho que vou pôr a ideia de ter aulas em standbye enquanto não o acabar para só gastar num lado de cada vez.
Adorava ficar e gostei imenso do professor mas tenho que definir prioridades e até lá vou aproveitar os conselhos que ele me deu e os conselhos do meu maestro para melhorar e, espero eu, daqui a um ano avançar com as aulas.
Por agora estou feliz e, quem sabe, tenha novidades em breve!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

vou só ali respirar fundo

Lembram-se de mencionar aqui que a professora do meu amigo me ia arranjar uma aula experimental de canto? Pois é, é já amanhã às 14h e só de pensar no assunto sinto o estômago às voltas! Só espero gostar do professor... Na pior das hipóteses, desmaia assim que me ouvir cantar... havia de ser bonito:
14:00 eu entrava na sala;
14:05 depois de me apresentar e falar com ele, ele pedia-me para cantar alguma coisa ou simplesmente cantar as notas que ele tocasse no piano para ver a minha extensão vocal:
14:05:03 desmaia assim que ouve a primeira nota;
14:06 está alguém a chamar uma ambulância e eu aninhada num canto a chorar com o drama e a jurar a mim mesma que nunca mais vou cantar....
Vamos todos torcer para que isto não aconteça, sim? 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

simetria na cara: sorriso!

Na segunda como presente de aniversário para a minha mãe, sabia que não lhe poderia dar melhor que me ouvir cantar lírico. (Eu tinha prometido a mim mesma que não tornava a cantar a solo para público sem ter aulas de canto ou, pelo menos, me sentir capaz para tal.)
Foram várias falhas na respiração por nervosismo e algumas notas agudas que quase não saíram, mais uma vez, por nervosismo - apesar do meu irmão dizer que só me tinha a apontar a respiração.

Contudo, ouvir "Eu reconheci a tua voz, logo. Não sabia onde, mas sabia que já te tinha ouvido cantar!" vindo da professora de música de um amigo meu que há um ano me ouviu cantar acompanhada por ele no piano, numa mostra da escola de música dele não me podia deixar menos contente. Vê-la de novo insistir comigo para ter lá aulas com o professor de canto e a falar-me numa aula experimental e um "espero tornar a ouvir muito brevemente" com um sorriso, acompanhado de elogios foi um pequeno empurrão para eu considerar realmente fazê-lo, antes de acabar o curso de massagem (eu não queria estar nos dois lados ao mesmo tempo).
Mas melhor que isto, só mesmo o sorriso da minha mãe, a força com que me deu um abraço a seguir e no fim perguntar ao Caleb se tinha gostado e falar-lhe onde falhei e ele dizer "cala-te, deixaste-me com lágrimas nos olhos". - ele é um exagerado!

E depois disto tudo saber ainda que o meu patrão, que me ouviu nessa noite, me esteve a elogiar no escritório... opá! Já são muito motivos para sorrir!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

motivos para ser feliz

E ontem foi o dia de "despedida" da nossa velha casinha para o novo espaço onde o nosso Orfeão vai começar a ensaiar.
Dantes chegar a sexta-feira era motivo de alegria porque era dia de ensaio; agora é a terça! E mais que ser dia de ensaio, foi estar ontem no ensaio a cantar todas as notas como devia, mesmo que algumas não fossem tão bem projectadas e chegar ao fim satisfeita com o meu empenho.
É tão bom olhar para trás e ver evolução!

Ps. Alguém sabe por onde anda a P'?

quinta-feira, 18 de junho de 2015

...vou ser eu

estar a trabalhar no escritório e conseguir ouvir na academia de música aqui ao lado uma soprano a cantar lírico e pensar: um dia...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

um ano "cheio"

2014 deu-me e tirou-me muito. Foi um ano "cheio". Cheio de alegrias e alegrias. Cheio de cansaço e trabalho. Cheio de dilemas, ultimatos, desilusões e decisões. Ganhei e perdi muito. Foi o ano no inicio do qual fiz 18 anos e o quanto cresci desde esse dia até agora. Mas também foi um ano de luz e escuridão.
Neste criei laços mais fortes com uns e desisti de lutar por fortalecer laços com outros. Tive a melhor turma de sempre no meu 12º e também "fiquei para trás" a estudar. 2014 fez-me ver com quem posso contar realmente. Em 2014 mudei de casa e criei este blog e, mesmo sabendo que não é totalmente escondido do mundo, é nele que me sinto bem e em casa.
Espero que 2015, se não tiver o dobro do bom, que pelo menos não tenha o dobro do mau. Vai ser um ano difícil e de muita luta. As metas redobraram-se e agora não posso ficar para trás de novo porque sou eu quem vive a minha vida e a única que a pode mudar. 2015 vai ser mais um ano, e quero que seja, para mim, um renascimento depois de uma fase tão longa na escuridão.

Boas entradas, melhores sobremesas e um grande beijo!

Ps. O Raphael vai comigo, com a minha mãe e um amigo da minha mãe para o Gerês nesta passagem de ano... Podia ter mais sorte ao entrar no novo ano?! Não, claro que não podia!
Em breve vou tornar a ter tempo para estar mais aqui, por isso, não pensem que se livram de mim!

O Pinguim,
Misaki

terça-feira, 18 de novembro de 2014

music tastes

Digam-me músicas que gostem, seja em português, inglês... as primeiras que vos vierem à cabeça!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Part(ilha)!

Lembram-se do concurso acerca do qual falei aqui? Foi no sábado dia 25 e algo que não estávamos nada à espera aconteceu! Não só ganhámos o prémio para a Melhor Interpretação como também ficamos em 1º Lugar!
(havia 1º; 2º; 3º lugar e prémio para: Melhor Interpretação, Melhor Letra e Melhor Música).
Nós estávamos apenas confiantes na possibilidade de conseguirmos a Melhor Interpretação, mas nunca ficar em 1º Lugar!
Foi uma felicidade gigante e é um orgulho enorme fazer parte deste Grupo Jovem!

Mais um passo para a viagem a Taizé!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

nada preenche este vazio

hoje vai ser o quarto ensaio do Orfeão ao qual vou faltar... está certo que aos dois primeiros não pude ir porque trabalhava mas desde então, mesmo podendo, não tenho tido vontade de ir. há já algum tempo que voltei a detestar ouvir a minha voz... evitar cantar em público... evitar cantar até sozinha muitas vezes... acho que os vizinhos também não têm saudades. mas eu tenho. tenho saudades da libertação que era cantar para mim, do gosto que me dava. já nem danço, o que não parece nada meu. sempre fui insegura mas quando sozinha o caso era bem diferente.
dantes havia tanta música dentro de mim! agora parece haver um vazio...

sábado, 4 de outubro de 2014

música; um sinónimo de alegria

Ontem finalmente decidi-me a ir ao Orfeão e fazia-me mesmo falta! Só posso dizer que, se antes estava a detestar ouvir a minha voz, de um minuto para o outro voltei a gostar de ouvir - pelo menos lírico... sentia falta daquilo, mesmo, e fez-me tão bem! O que mostrou mesmo isso foi quando saí do ensaio; tinha ir ter com o Grupo Jovem para gravar a nossa música para um concurso e no caminho o Raphael veio ter ao meu encontro e levou-me até lá - o contraste de estar mesmo triste com ele de tarde quando nos despedimos e quando o vi o abraçar com uma alegria que só vista foi a prova. "Devias ter ensaio do Orfeão todos os dias!" disse-me ele. E com razão, pelo menos todos os dias ia dormir mais feliz.